quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A VOZ DA ALMA



Todos nós buscamos a felicidade...


E nessa busca percorremos caminhos que nem sempre nos levam a ela...



Muitas vezes nos afastam cada vez mais do ponto onde a felicidade se encontra...



Aprendemos a querer coisas que na verdade não queremos...



Numa total incoerência com a nossa natureza...



Desde criança somos levados a acreditar que a felicidade será encontrada em coisas fora de nós...



E nos são dadas ao longo dos tempos muitas possíveis fórmulas prontas...



E muitos caminhos que apontam para a tão buscada felicidade...



E acabamos acreditando que fora daqueles padrões e daqueles conceitos não existe a menor chance de ser feliz...



E vamos por aí...



Conquistando Coisas... Cargos... Status... Stress...



Menos a felicidade...



Dá um sentimento de vazio quando constatamos que não era bem aquilo que esperávamos...



Uma sensação de ter vencido a corrida e não ter levado o prêmio...



Mas... A voz do ego nos chama de muitas formas...



Cada vez mais atrativas e mais convincentes e de novo embarcamos nessa busca...



Que não tem conexão com a nossa vontade mais profunda...



E podemos ficar perdidos no meio de tantos chamados do ego...



Tentando chegar aos muitos finais onde existem as promessas que nunca se cumprem



E que cada vez mais nos afastam da felicidade...



Ou podemos escolher escutar uma outra voz...



Uma voz que nos fala suavemente nos convidando a descobrir nosso próprio caminho...



Sem receitas prontas e aonde cada um vai escrevendo a sua própria história...



É a voz da Alma...



Para seguir esse chamado da alma é preciso coragem... Desapego...



Além de muita Fé.



Coragem porque em alguns pontos precisamos abrir a nossa própria estrada...



Passar por onde ninguém passou...



Buscando nos mergulhos profundos as pistas que indicam a direção do próximo passo...



Desapego dos conceitos...



Das regras e principalmente do ego...



É preciso desaprender muitas das coisas que aprendemos...



E deixar espaço para as coisas novas e que fazem sentido para a nossa história...



E fé para confiar nos caminhos que a Alma nos indica...



Sabendo que aqui não existem os limites da nossa mente racional e que os impossíveis



Podem se tornar possíveis quando menos esperamos...



Quando nos abrimos para seguir a voz da Alma...



Aos poucos vamos descobrindo que a felicidade não se encontra nos prometidos finais...



Mas em cada passo em que estamos conectados com o nosso propósito Divino...



Vamos percebendo que a felicidade é um atributo de cada um de nós que



Aparece na medida em que vamos nos conhecendo melhor e nos aproximando de quem realmente somos...



A felicidade se aproxima da gente na medida em que nos aproximamos de nós mesmos...



E chega um tempo onde não conseguimos mais fugir do chamado que vem da Alma...



Porque essa voz vai se fazendo tão presente e tão natural que entendemos que é a única voz que nos indica o caminho de volta pra casa...



Escute a voz da sua alma e siga esses caminhos...



Assim você vai perceber que muito além do conhecido existem muitas possibilidades...



Até a de Ser feliz...






(Marta Quirino)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Máscaras

Usamos muitas e nem percebemos.

Assumimos vários personagens e nem decoramos textos.

Posamos de várias formas e nem trocamos de vestimenta.
Ás vezes até colocamos de propósito.
Se necessário, até fazemos roteiro.
Um traje adequado, faz parte da cena.

Isso é viver.

Vivemos atuando.
Representamos da melhor forma.
Mas são representações sinceras, honestas...
Quando colocamos máscaras, perdemos a nossa face.

Perda muitas vezes, irrecuperável.
Ou quem sabe, recuperada tarde demais.
Viva, represente o seu papel na vida.


Viva, mas nunca, nunca perca a sua face.


(DA)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Insights


Desacelere. Esqueça os problemas por um segundo. Inspire profundamente. Deixe o olhar se perder no horizonte. Abstraia. Permita que seus pensamentos naveguem sem freios. Abra sua mente para os insights.

Sabe quando aquele problema não sai de sua cabeça e, quanto mais você pensa nele, menos consegue enxergar uma saída? Nesses momentos, já tentou cantar uma música ou assistir a um filme conhecido só para desviar seu foco mental? E reparou que, de repente, quando você está completamente distraído, a solução se apresenta assim, sem mais nem menos? Pois é, isso não é mágica: chama-se insight.

Para a psicologia, insights são eventos psíquicos que correspondem a compreensões, inspirações súbitas sobre qualquer assunto. São importantes para nos fazer lembrar de que nem tudo depende do pensamento racional, objetivo. As soluções surgem de uma organização mais ampla da psique, que inclui o inconsciente e não pode ser controlado ou manipulado.

As religiões ocidentais e orientais também reconhecem o insight, porém, de formas distintas. De modo geral, um insight de conteúdo religioso se apresenta como uma revelação ou inspiração divina. No caso do budismo, está relacionado a um estado de consciência em que o indivíduo percebe com clareza sua fusão com o Universo.

O insight requer uma atitude adequada do consciente em relação ao inconsciente, ou seja, valorizar sonhos, imagens, devaneios – a linguagem simbólica e poética de nosso dia-a-dia. Em vez de subjugar a mente aos rigores do raciocínio lógico, é preciso parar, relaxar, respirar, tornar a abstração um hábito, enfim, deixar “a água do rio” correr naturalmente.

AS RÉDEAS QUE APRISIONAM

Pessoas controladoras têm dificuldade em deixar os pensamentos livres e, portanto, provocar insights. “Quem tem necessidade de controlar tudo e todos tenta, na verdade, se manter afastado da frustração”, afirma o psicólogo Liveraro. A idéia é mais ou menos assim: se tenho tudo sob controle, a possibilidade de algo sair errado ou fora do que espero desejo e idealizo é mínima. Assim, não me frustro e, por conseqüência, não sofro. Além de ser impossível controlar tudo, a preocupação em não falhar nos impede de arriscar, de inovar. Nada flui e acabamos limitando nossa atenção àquilo que queremos controlar. E, quanto mais aprisionada a mente, menos espaço sobra para o insight. Buscar novos caminhos, relaxar, descontrair e, principalmente, ter muito claro que a maioria dos acontecimentos independe completamente de nossa vontade são boas dicas para evitar que o controle nos controle. “Não é a realidade que tem que se adaptar a nós. Nós é que temos de nos adaptar a ela”, lembra o psicólogo. Afinal, o mundo que está aí já existia antes de nós e continuará existindo depois que o deixarmos.

INSIGHTS GENIAIS DA HISTÓRIA

• No verão de 1948, George de Mestral (1907-1990), inventor suíço, passeava pelo campo com seu cão. Quando retornaram, estavam cobertos de carrapicho, uma semente de arbusto que se prende no pêlo de animais e na roupa. Curioso, examinou no microscópio as sementes e percebeu que pequenos ganchos se entrelaçavam com laços no tecido. Com base na observação, desenvolveu um prendedor formado de duas partes: uma superfície com pequenos ganchos rígidos, como o carrapicho, e outra com pequenos laços flexíveis, como o tecido de sua calça. Nascia o velcro.

• No fim do século 19, as irmãs Stéphanie e Caroline Tatin mantinham um hotel, bem em frente à estação de trem, na pequena cidade de Lamotte- Beuvron, na França. Seus hóspedes eram refinados caçadores. Num dia de casa cheia, Stéphanie, distraída, colocou maçãs, açúcar e manteiga para assar. Ao retirar do forno percebeu que havia esquecido a massa. Em um rompante, a jovem teve a idéia de colocar a massa por cima das maçãs e deixou que o doce assasse mais um pouco. E assim foi criada a mais famosa torta da França: a tarte tatin. • Eli Whitney (1765-1825) revolucionou a indústria têxtil ao inventar a descaroçadora de algodão. A máquina automatiza a separação da semente e da fibra, que antes era feita manualmente. Whitney teve o insight para sua máquina vendo um gato retirar penas de dentro de uma gaiola.

ALIMENTOS DA INTUIÇÃO

• Cultive o bom humor e momentos de ócio criativo, de relaxamento e diversão.
• Caminhe na praia e sinta a maresia no rosto. Não pense, contemple.
• Feche os olhos por alguns instantes e ouça o canto dos passarinhos.
• Deixe seus pensamentos se perderem ao mexer na terra, cuidar das plantas e observar os animais.
• Rituais, orações e meditações nos conectam com nosso interior e ajudam a conquistar o silêncio necessário para “ouvir” os insights.

sábado, 9 de agosto de 2008

Mensagem: Ei! Sorria...


Mas não se esconda atrás desse sorriso...

Mostre aquilo que você é, sem medo.

Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu.

Viva! Tente! A vida não passa de uma tentativa.

Ei! Ame acima de tudo, ame a tudo e a todos.

Não feche os olhos para a sujeira do mundo, não ignore a fome!

Esqueça a bomba, mas antes, faça algo para combatê-la,mesmo que se sinta incapaz.

Procure o que há de bom em tudo e em todos.

Não faça dos defeitos uma distância, e sim, uma aproximação.

Aceite! A vida, as pessoas, faça delas a sua razão de viver.

Entenda!Entenda as pessoas que pensam diferente de você, não as reprove.

Ei! Olhe...Olhe a sua volta, quantos amigos...

Você já tornou alguém feliz hoje?Ou fez alguém sofrer com seu egoísmo?

Ei! Não corra.

Para que tanta pressa?

Corra apenas para dentro de você.

Sonhe! Mas não prejudique ninguém e não transforme seu sonho em fuga.

Acredite! Espere! Sempre haverá uma saída, sempre brilhará uma estrela.

Chore! Lute! Faça aquilo que gosta, sinta o que há dentro de você.

Ei! Ouça...

Escute o que as outras pessoas têm a dizer, é importante.

Suba...Faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo.

Mas não se esqueça daqueles que não conseguem subir a escada da vida.

Ei! Descubra! Descubra aquilo que há de bom dentro de você.

Procure acima de tudo ser gente, eu também vou tentar.

Ei! Você... não vá embora.

Eu preciso dizer-lhe que... te adoro,

simplesmente porque você existe.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Como ensinar a solidariedade

Será possível ensinar a beleza de uma sonata de Mozart a um surdo? Há coisas que não podem ser ensinadas. Elas estão além das palavras.

"Se te perguntarem quem era essa que às areias e aos gelos quis ensinar a primavera...”: é assim que Cecília Meireles inicia um de seus poemas. Ensinar primavera às areias e aos gelos é coisa difícil. Gelos e areias nada sabem sobre primaveras... Pois eu desejaria saber ensinar a solidariedade a quem nada sabe sobre ela. O mundo seria melhor. Mas como ensiná-la? Será possível ensinar a beleza de uma sonata de Mozart a um surdo? E poderei ensinar a beleza das telas de Monet a um cego? De que pedagogia irei me valer? Há coisas que não podem ser ensinadas, coisas que estão além das palavras. Cientistas, filósofos e professores são aqueles que se dedicam a ensinar as coisas que podem ser ensinadas por meio das palavras. Sobre a solidariedade muitas coisas podem ser ditas. É possível desenvolver uma psicologia da solidariedade, ou uma sociologia da solidariedade, ou uma ética da solidariedade... Mas os saberes científicos e filosóficos sobre a solidariedade não ensinam a solidariedade, da mesma forma como as críticas da música e da pintura não ensinam a beleza da música e da pintura. A solidariedade, como a beleza, é inefável – está além das palavras.

Palavras que se ensinam são gaiolas para pássaros engaioláveis. Mas a solidariedade é um pássaro que não pode ser engaiolado. Não pode ser dita. A solidariedade pertence à classe de pássaros que só existem em vôo. Engaiolados, eles morrem.
Walt Whitman tinha consciência disso quando disse: “Sermões e lógicas jamais convencem. O peso da noite cala bem mais fundo em minha alma...” E Fernando Pessoa sabia que aquilo que o poeta quer comunicar não se encontra nas palavras que ele diz: ela aparece nos espaços vazios que se abrem entre elas, as palavras. Nesse espaço vazio se ouve uma música. Mas essa música – de onde vem ela se não foi o poeta que a tocou?
O que pode ser ensinado são as coisas que moram no mundo de fora: astronomia, física, química, gramática, anatomia, números, letras, palavras. Mas há coisas que não estão do lado de fora, coisas que moram dentro do corpo. Estão enterradas na carne, como se fossem sementes à espera... Sim, sim! Imagine isto: o corpo como um grande canteiro! Nele se encontram, adormecidas, em estado de latência, as mais variadas sementes. Elas poderão acordar como a Bela Adormecida acordou com um beijo. Mas poderão também não brotar. Tudo depende... As sementes não brotarão se sobre elas houver uma pedra. E também pode acontecer que, depois de brotar, elas sejam arrancadas... De fato, muitas plantas precisam ser arrancadas, antes que cresçam: as pragas, tiriricas, picões... Uma dessas sementes é a “solidariedade”. A solidariedade não é uma entidade do mundo de fora, ao lado de estrelas, pedras, mercadorias, dinheiro, contratos. Se ela fosse uma entidade do mundo de fora poderia ser ensinada e produzida. A solidariedade é uma entidade do mundo interior. Solidariedade nem se ensina, nem se ordena, nem se produz. A solidariedade tem de brotar e crescer como uma semente... Veja o ipê florido! Nasceu de uma semente. Depois de crescer não será necessária nenhuma técnica, nenhum estímulo, nenhum truque para que ele floresça. Angelus Silesius, místico antigo, tem um verso que diz: “A rosa não tem porquês. Ela floresce porque floresce”. O ipê floresce porque floresce. Seu florescer é um simples transbordar natural da sua verdade. A solidariedade é como o ipê: nasce e floresce. Mas não em decorrência de mandamentos éticos ou religiosos. Não se pode ordenar: “Seja solidário!” A solidariedade acontece como um simples transbordamento: as fontes transbordam...
Já disse que solidariedade é um sentimento. É esse o sentimento que nos torna humanos. A solidariedade me faz sentir sentimentos que não são meus, que são de um outro. Acontece assim: eu vejo uma criança vendendo balas num semáforo. Ela me pede que eu compre um pacotinho das suas balas. Eu e a criança – dois corpos separados e distintos. Mas, ao olhar para ela, estremeço: algo em mim me faz imaginar aquilo que ela está sentindo. E então, por uma magia inexplicável, esse sentimento imaginado se aloja junto dos meus próprios sentimentos. Na verdade, desaloja meus sentimentos, pois eu vinha, no meu carro, com sentimentos leves e alegres, e agora esse novo sentimento se coloca no lugar deles. O que sinto não são meus sentimentos. Foram-se a leveza e a alegria que me faziam cantar. Agora, são os sentimentos daquele menino que estão dentro de mim. Meu corpo sofre uma transformação: ele não é mais limitado pela pele que o cobre. Expande-se. Ele está agora ligado a um outro corpo que passa a ser parte dele mesmo. Isso não acontece nem por decisão racional, nem por convicção religiosa, nem por um mandamento ético. É o jeito natural de ser do meu próprio corpo, movido pela solidariedade. Pela magia do sentimento de solidariedade meu corpo passa a ser morada do outro. É assim que acontece a bondade. O menino me olhou com olhos suplicantes.
E, de repente, eu era um menino que olhava com olhos suplicantes...
(Rubem Alves)

Eu levo ou deixo? Para descontrair...

Diz a lenda que Rui Barbosa, um dia ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal.

Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:


- Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e àsocapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que tereduzirei à qüinquagésima potência que o vulgo denomina nada.

E o ladrão, completamente confuso, diz:

- Dotô, eu levo ou deixo os pato?

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Você é Bambu ou Tronco Rídigo?

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.
Fernando Pessoa


O budismo aponta o medo e o apego como sentimentos que nos fazem lutar contra o novo. Apego aos princípios que aprendemos com nossos pais na infância. Apego à pessoa que fomos, a um bem material, a uma instituição onde trabalhamos por anos e acabou se tornando a referência de quem somos.
Para deixar algo passar, ou exercitar o desapego, é preciso ter um certo grau de flexibilidade, assim como o bambu que acompanha o vai-e-vem da ventania para não quebrar. O que eu gosto e o que eu não gosto mudam tanto. Estamos num processo que flui e, quando a gente flui com ele, tudo é agradável porque tudo nos aponta o caminho. Então, não há briga interior, não há resistência. Essa elasticidade depende também da história de vida. Se, para mim, as primeiras mudanças experimentadas foram decepcionantes, me trouxeram sofrimento, vou construir um modo de ver a mudança como algo ruim. Serei menos ousada. Já alguém que teve exemplos de um pai que correu riscos e se deu bem, por exemplo, pode encarar as mudanças como algo positivo. O tempo é outro fator determinante de como lidamos com o deixar de ser: quanto mais ficamos aprisionados num determinado padrão, mais cristalizado ele tende a se tornar.
O físico José Menezes traz um outro olhar para o impasse criado com o medo de mudar. Ele cita a lei do equilíbrio: “A busca de retorno ao equilíbrio é uma condição natural. Se você puxa uma mola, ela estica. Mas, quando você solta, volta à posição inicial, a não ser que estique demais, até romper.” Assim, temos que ter, sim, um certo grau de flexibilidade. Só que cada um precisa descobrir seu limite. Caso contrário, corre-se o risco de ser tão adaptável às situações a ponto de perder a própria identidade. Percebe? Na metáfora da mola, o rompimento é quando você se desloca tanto da sua essência que perde o sentido do que quer e gosta.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O Amor e a Loucura

"Contam que uma vez se reuniram todos os sentimentos e qualidades

dos homens em um lugar da terra.

Quando o ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez,

a LOUCURA, como sempre muito louca, propôs:

- Vamos brincar de esconde-esconde?

A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada

e a CURIOSIDADE sem poder conter-se perguntou:

- Esconde-esconde? Como é isso?
- É um jogo, explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos

e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem,

e quando eu tiver terminado de contar,

o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará o meu lugar para continuar o jogo.

O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA.

A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou por convencer a DÚVIDA

e até mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada.

Mas nem todos quiseram participar:

a VERDADE preferiu não esconder-se.

"Para que se no final todos me encontram?"- pensou.

A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto

(no fundo o que a incomodava era que a idéia não tivesse sido dela )

e a COVARDIA preferiu não se arriscar.

- Um, dois, três, quatro, ... - Começou a contar a LOUCURA.

A primeira a esconder-se foi a PRESSA que caiu atrás da primeira pedra no caminho.

A FÉ subiu ao céu e a INVEJA se escondeu atrás da sombra do TRIUNFO que,

com seu próprio esforço, tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta.

A GENEROSIDADE quase não conseguiu esconder-se,

pois cada local que encontrava parecia perfeito para algum de seus amigos:

se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA;

se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ;

se era o vôo de uma borboleta, o melhor para VOLÚPIA;

se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE.

E assim acabou escondendo-se num raio de sol.

O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início.

Ventilado, cômodo, mas apenas para ele.

A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano

( mentira! ela se escondeu mesmo foi atrás do arco-íris )

e a PAIXÃO e o DESEJO, no centro dos vulcões.

O ESQUECIMENTO... não me recordo onde se escondeu mas isso não é o mais importante... Quando a LOUCURA já estava lá pelos 999.999 ,

o AMOR ainda não havia encontrado um local para esconder-se pois todos já estavam ocupados, até que encontrou uma rosa e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre suas pétalas.

- Um milhão! - terminou de contar a LOUCURA e começou a busca.

A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos da pedra.

Depois, escutou-se a FÉ discutindo zoologia com DEUS no céu.

Sentiu-se vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões.

Em um descuido, encontrou a INVEJA e claro,

pode-se deduzir onde estava o TRIUNFO.

O EGOÍSMO, não teve nem que procurá-lo.

Ele sozinho saiu de seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas.

De tanto caminhar, a LOUCURA sentiu sede e ao se aproximar de um lago, descobriu a BELEZA. A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois estava sentada em uma cerca sem saber de que lado esconder-se... E assim foi encontrando todos:

o TALENTO entre as ervas frescas, a ANGÚSTIA numa cova escura,

a MENTIRA atrás do arco-íris ( mentira! na verdade estava no fundo do oceano) e até o ESQUECIMENTO, a quem já havia esquecido que estava brincando de esconde-esconde.

Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local...

A LOUCURA procurou em baixo de cada rocha do planeta,

atrás de cada árvore, em cima de cada montanha...

Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral.

Pegou uma forquilha e começou a remover os ramos, quando, no mesmo instante,

escutou um grito de DOR.

Os espinhos haviam ferido o AMOR nos olhos.

A LOUCURA não sabia o que fazer para desculpar-se.

Chorou, rezou, implorou, pediu desculpas e perdão e prometeu ser seu guia eternamente...

Desde então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na Terra:

O AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha."

(Autor Desconhecido)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

A coragem de dar o primeiro passo...

Se você tentar mudar a sua vida inteira em um dia, as chances de sucesso serão pequenas. Só de pensar nos esforços necessários, você pode ficar paralisado. Porém, você pode até estar estressado e infeliz a respeito do curso da sua vida, mas continua na mesma direção desfrutando da sua zona de conforto.

Muitas vezes o que nos faz não tomar coragem para dar o primeiro passo é o “medo”. Podemos até conhecer os meandros do caminho. Embora sejam desconfortáveis, pelo menos são familiares. Mas, se mudarmos, haverá uma chance de o desconhecido ser ainda pior do que a sua situação atual. O inimigo que você conhece (“medo”) parece menos amedrontador do que o inimigo desconhecido.

Outra razão também comum para a falta de coragem é que elas se sentem sobrecarregadas pela quantidade de trabalho que será necessário. A falta de procura por caminhos alternativos acabam minando a sua coragem e uma pequena mudança, por menor que seja, pode trazer oportunidades inimagináveis.

Psicólogos afirmam que pessoas que começam novos projetos são mais saudáveis e felizes do que aquelas que permanecem sem mudar. Por isso, temos que tomar coragem e tentar fazer pequenas mudanças a cada dia em nossa vida. Pegar uma rua diferente para ir ao mercado, desligar a televisão por uma noite, sorrir para alguém que você não conhece. Esses são pequenos passos para mudar.

A maioria das pessoas estão acostumadas a percorrer a trilha do ganhar e gastar. Tempo é dinheiro. Lêem enquanto comem, vêem televisão enquanto estudam e pensam sobre os seus problemas enquanto dirigem carro. Não é de admirar que estejam tão estressadas e deprimidas.

Mas já é conhecido que viver desta forma não dá. Então, o que você pode fazer para mudar e colocar a sua mente totalmente voltada para um instante de sua vida?

Será que vale a pena sermos eficientes em tudo o que fazemos? O tempo todo? Com todos? Ah, jogue a eficiência pela janela, tome algumas inspirações profundas e relaxantes e entre no momento aproveitando para sentir as sensações em você mesmo, em cada parte do seu corpo, desacelere e saboreie a essência da vida, da sua vida.

A vida não é aquilo que acontece, quando a casa está arrumada, você entrou de férias, o trabalho está pronto, posso folgar um dia.

A vida acontece agora, um momento após o outro. Quando você está neste momento, a eficiência cuida de si mesma, o tempo parece correr menos e a vida é novamente um prazer.

Então, preste atenção na maneira como você realiza as tarefas que formam o seu dia. Leve alguns minutos para provar o que você come, mastigue mais lentamente para extrair aquele sabor extra de cada pedaço. Mesmo que leve mais alguns segundos ou minutos para fazer algo com atenção, terá realizado mais quando relaxar e aproveitar cada tarefa. E isso já vale a pensa para tomar coragem e fazer as coisas de um modo diferente do habitual.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

A sabedoria da natureza

Existe uma charada de criança que é bem interessante: "Até que ponto um cachorro pode entrar no meio do mato?" A solução é uma brincadeira mas dá margens a boas reflexões e nos ajuda a entender como lidar com os conflitos.


A resposta: o cachorro entra no mato até o meio. Só é possível entrar no mato até o meio. Se o cachorro for além do meio, ele não estará mais entrando, mas já estará saindo. Simples, não? Parece bobagem, mas isso quer dizer que, quando vamos além do meio, vamos para outro território. Isso é muito sério!


Numa situação de conflito devemos fazer a mesma coisa: em vez de brigar, é aconselhável ir, no máximo, até o meio do caminho.


Quando se vai além desse limite, já é ataque, é invasão. E quem ataca pode sofrer represália, porque dá ao outro o direito de se defender com o uso da força.


Quando pensamos sobre limites, é comum nos perguntarmos: "Onde é o meio do caminho numa situação de conflito? " Numa questão entre dois países, é a fronteira. Podem-se fazer manobras militares até a divisa com o país vizinho, mais do que isso é invasão. Numa relação interpessoal, o meio do caminho é a outra pessoa. É o respeito ao espaço, ao tempo e ao processo de outra pessoa. Qualquer passo além dessa fronteira também é invasão.Os antigos estrategistas chineses tinham o seguinte princípio: "É melhor recuar um metro do que avançar um centímetro".


Quando invadimos, perdemos a razão, damos ao outro o direito de se defender com uma ação enérgica. Os taoístas também diziam que, "se dois exércitos forem iguais, vence o lado que tiver o general mais compassivo". Isto é, vence aquele general que prefere não brigar, que lamenta a brutalidade e as perdas que a guerra traz. Se ele entrar na guerra, é porque já se esgotaram todas as possibilidades pacíficas. Quanto mais ele puder evitar a batalha, melhor. O general compassivo age como a água: enquanto for possível, ele não confronta.Como na vida diária não temos de enfrentar guerras, ou invasões a toda hora, as coisas são mais fáceis. Podemos lembrar de que as questões quase sempre são como pequenas pedras no rio e que em situações de confronto o melhor é ser como a água. Sabedoria é agir com suavidade, com diplomacia, e não brigar com os obstáculos.





10 coisas para você parar de esperar do seu parceiro


1-Um convite para discutir a relação.

2-Prontidão para o sexo, sempre que você quiser ou vice-versa.

3-Solidariedade para pitis, TPM, menopausa e outras oscilações hormonais.

4-Que ele se pareça com o seu ator, astro de cinema favorito.

5-Que ele seja sensível como você e/ou as suas amigas.

6-Que ele se responsabilize pela sua felicidade.

7-Atenção e carinho em dias de decisão de campeonato para os que são fanáticos ou quando ele tem estado trabalhando demais.

8-Que ele adivinhe o que você quer porque você acha chato ter que explicar o óbvio.

9-Que ele nunca se esqueça das datas importantes, como seu aniversário, o aniversário da relação, o primeiro beijo e etc.

10-Que ele mude.

Como você pode ver, não podemos esperar “tudo” de um homem. Assim como o amor não se pede nem se compra, se conquista não é verdade? Mas não com cobranças ou ameaças, mas com aquelas técnicas de sedução tão conhecidas do mundo feminino. Sedução, não significa submissão, mas a capacidade de voltar a ser atraente, pois muitas vezes acontece de, ao longo de um relacionamento, a mulher deixar de lado sua aparência, interesses e hábitos culturais. Com isso, o valor que você dá a si própria cai, gerando um círculo vicioso em que a baixa auto-estima leva ao descuido e o descuido diminui ainda mais a auto-estima.

Portanto, concentre-se em si mesma. Cuide-se e será cuidada. Procure entender o seu companheiro, mergulhar na alma dele a fim de conhecê-lo, e não ficar enlouquecendo tentando esperar dele atitudes que por ventura, nunca virão.

No verdadeiro amor, não há brigas, e sim discussões; não há desprezo, e sim desaprovação; não há competição, e sim cumplicidade. Amar é estar disponível para compreender os desejos, as fraqueza, os anseios, as perdas, as conquistas, enfim, as potencialidades e os limites do ser amado. Mas, acima de tudo, nunca se esqueça de que a pessoa mais importante para você é você mesma e temo direito (e o dever) de ser feliz.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Você é o resultado de si mesmo


Nunca culpe ninguém, nem se queixe de nada nem dos outros, porque somente você faz sua vida.
Aceite a responsabilidade de edificar-se a si mesmo e de acusar-se pelo fracasso para recomeçar a corrigir-se.
O triunfo do verdadeiro ser humano surge das cinzas do erro.
Nunca se queixe do meio onde vive ou dos que o cercam. Nesse mesmo ambiente, há os que souberam vencer.
As circunstâncias são boas ou más, de acordo com a vontade e a força de seu coração.
Aprende a transformar qualquer situação difícil em uma arma triunfal.
Não se queixe da pobreza, do estado de saúde ou da sorte; enfrente-os corajosamente e aceite que, de qualquer modo são o resultado de seus atos... e a prova de que você deve vencer.
Não se queixe da falta de dinheiro.
Qualquer momento é bom para começar, e nenhum é tão terrível para desistir.
Não se amargure com os próprios fracassos nem os atribua a outros.
Aceite-se agora ou sempre dará desculpas como uma criança. Deixe de enganar-se.
Comece agora mesmo! Você é a causa de si mesmo, de sua tristeza, sua necessidade, sua dor, seu fracasso.
Sim, você foi o ignorante, o viciado, o insaciável, o desordenado e o irresponsável. Você, mais ninguém.
A causa de seu presente é seu passado, como a de seu futuro será seu presente.
Aprenda com os fortes, os ativos, os audaciosos. Imite os corajosos, os enérgicos, os vencedores, os que não aceitam que uma situação seja difícil, os que vencem apesar de tudo.
Pense menos em seus problemas e mais em seu trabalho, e suas dificuldades acabarão.
Aprenda a ser maior que o mais forte dos obstáculos.
Dentro de você, há uma pessoa capaz de qualquer coisa. Olhe-se no espelho de si mesmo. Reconheça-se pela coragem e vontade, não pela fraqueza de justificar-se.
Ao se autoconhecer você será livre e forte e deixará de ser uma marionete das circunstâncias.
Porque você é seu destino, e ninguém pode substituí-lo na construção dele.
Levanta-se, olhe a manhã repleta de luminosidade e força, respire a luz do amanhecer. Você é parte da força da vida.
Desperte, caminhe, mexa-se, lute, decida-se. E você triunfará na vida.


“A adversidade é seguida pelo sucesso e a alegria sucede ao pesar”. (Fé Bahá'í)

domingo, 20 de julho de 2008

Como você serve seu café?


-bule ou garrafa térmica?
-puro, com açúcar ou adoçante, canela ou leite?
-xícara ou copo, porcelana ou descartável?
-com biscoitos ou nada?

Como você vai colocar seus dons, talentos e habilidades ao serviço do mundo? Como você vai servir a humanidade? Vai disponibilizar seus conhecimentos gratuitamente em serviços voluntários? Vai partir para lugares longínquos e dedicar sua vida inteira ao serviço dos necessitados? Vai trabalhar no anonimato? Ou recorrerá a mídia para procurar apoio às suas causas, talvez?

Trata-se de contribuir. Servir. Fazer do mundo um lugar melhor e servir à humanidade através dos nossos dons e talentos.

Bahá’u’llá (Fundador da Fé Bahá’í) nos diz que
“...O mérito do homem repousa no serviço e na virtude e não na ostentação de riqueza e bens”. E ainda afirma que “...é o homem aquele que se dedica hoje ao serviço da humanidade inteira."

Qualquer que seja a abordagem, estou falando em deixar um Legado, prova incontestável de que estivemos aqui e vivemos a nossa vida até o fim, que cumprimos o nosso Propósito, afinal de contas, não estamos neste mundo “só por estar”, “à toa”, temos um Propósito que vai bem mais além do que viver a vida e só. Já se perguntou isso? Como estou vivendo a minha vida? Eu trabalho, estudo, tenho uma família, amigos, um companheiro (a) que amo, saio para me divertir mas, será que a vida é só isso mesmo? Será que não estamos aqui para fazer bem mais do que fazemos e que muitas vezes o que fazemos é tão pouco?

Às vezes você não acha que sua vida está supérflua? Sem sentido? Sem gosto? Sem aroma? Que faz o que faz de qualquer jeito ou de um jeito automático de tanto que está acostumado? Tipo, casa-trabalho-casa ou casa-escola-casa-balada-casa ou casa-balada-casa, qualquer que seja seu modo de viver a vida você não acha que estar neste mundo tem um propósito maior? Afinal, tudo que há na terra tem um propósito não? E tudo que o homem criou ou cria é baseado num propósito seja ele para o bem ou para o mal. Será possível que tudo que seja criado para evoluir e se desenvolver através dos tempos, tem em vista esta pequena finalidade - uns poucos anos de vida do homem na terra? Não é inconcebível que isto seja o objetivo final da existência não é?

Quem sabe a chave não está em servir? Servir ao seu próximo! Mas não é servir de qualquer jeito, é assumir a responsabilidade de servir certo, com todo o seu amor e sua alma.

Por isso, pense: Se você não servir o café, ninguém o beberá. Se você não puser seus dons e talentos ao serviço dos demais, de que adiantará ficar unicamente com você tudo o que és capaz de servir em prol dos outros? Do que adiantou sacrificar a sua vida inteira obtendo conhecimentos, experiências e etc., se não compartilhar todo essa carga de conhecimentos. Tudo não será em vão?




Bahá’u’lláh nos esclarece que “o universo não teria finalidade se fosse privado da existência do homem, pois o objetivo da sua existência é a manifestação das perfeições de Deus”.

Ao servir o seu café... pense nisso!

sábado, 12 de julho de 2008

Mente Reativa x Proativa: qual é a sua?


Mente reativa é a parte da mente de um indivíduo que trabalha totalmente numa base de S-R e não fica sob o controle da sua vontade ( querer) e que exerce força e poder de comando sobre sua consciência, propósito, pensamentos, corpo e ações.


São afetadas por situações físicas, circunstâncias, sentimentos, condições, outras pessoas. Se o tempo está bom, se o cônjuge está de bom humor, se o pneu furou, se o tempo está chuvoso, sentem-se insatisfeitos, reclamam da vida.


As pessoas reativas são capazes de se deixarem afetar por coisas tão pequenas e insignificantes que perdem um tempo precioso da vida, perdem oportunidades, deixam de realizar sonhos, chegam até a destruir relacionamentos, de tanto se concentrarem em detalhes irrelevantes.


S(estímulo) por ex.: um cisco no olho – eu pisco
R(resposta) por ex.: aspiro poeira - eu espirro


São exemplos de reações a estímulos do organismo.


Assim é com a linguagem S-R , nosso modo de agir e reagir. O reativo é baseado nos impulsos, tipo lata de refrigerante chacoalhada-explode. O proativo toma decisões baseando-se em valores, pensa antes de agir para as mínimas atitudes.


As pessoas proativas são guiadas por valores, não se importam com as circunstâncias, com as variáveis, escolhem responder aos estímulos externos com base nesses valores e não com base em reações momentâneas, emoções, como raiva, ódio, orgulho, ciúmes.


Não podemos controlar tudo o que nos acontece, mas podemos nos controlar, nos condicionar. A todo momento, posso escolher ser reativo ou proativo. A única coisa que pode impedir meu sucesso sou eu mesmo.


O reativo foge ao negativo, o proativo busca o positivo.


Ser proativo, atrai boas coisas, pessoas, cria um ambiente favorável.


Reativa----------------------Proativa


Vou tentar.......................Vou fazer

É assim que sou................Posso ser melhor que isso

Não posso fazer nada.......Vamos verificar todas as alternativas

Não posso........................Deve haver um modo

Você arruinou meu dia.......Não deixarei que nada me derrube

Espera que algo lhe aconteça...........Toma iniciativa para

Pensa a respeito de barreiras e problemas ..............Pensa a respeito de
soluções e opções

Deixam os outros agirem............Agem


Pessoas Reativas:

- Ofendem-se com facilidade;

- Culpam os outros;

- Arrumam desculpas para jogar a culpa para os outros;

- Ficam bravas e dizem coisas que se arrependem depois;

- Lamentam e reclamam;

- Espera que as coisas lhe aconteçam;

- Mudam somente quando esta é a única opção;

- Perdem o controle de si mesmos;

- Ficam concentrados num único problema e não saem disso, não evoluem.


Pessoas Proativas:

- Pega o problema e usa o pensamento racional para resolve-los;

- Vê as possibilidades;

- Torna-se um agente de mudança;

- Trabalha com o que lhe resta;

- Modifica o ciclo das coisas;

- Sente que pode fazer.


Ser proativo na verdade significam duas coisas:

1) Assumir a responsabilidade por sua vida.

2) Assumir uma postura de “posso fazer”.


George Bernard Shaw: “ Não acredito em circunstâncias, as pessoas estão sempre culpando as circunstâncias; as pessoas que vencem no mundo são aquelas que formam as circunstâncias que querem e que quando não conseguem encontrá-las, fazem-nas.


Quando alguém é rude com você, pressione a tecla 'pause' da sua vida, depois respire fundo e pressione a tecla 'deletar'.


A vida agitada, faz com que reagimos imediatamente por mero hábito, reflexo, se você aprender a dar uma pausa, assumir o controle e pensar a respeito de como responder tomará decisões mais inteligentes.


Não estamos pré destinados a ser assim, temos 4 ferramentas no mínimo pra agirmos diferente:

1) Autoconsciência – posso distanciar de mim mesmo e observar meus pensamentos e minhas ações.

2) Consciência – posso ouvir a minha voz interior para distinguir o certo do errado.

3) Imaginação – posso visualizar novas possibilidades

4) Força de vontade – tenho o poder para escolher, ex.: pensar a respeito de estar jogando a ira em alguém e perceber.

-Comece com o objetivo em mente: controle seu destino ou alguém o fará por você!

-Não é a montanha que conquistamos numa escalada mas a nós mesmos!

-Temos de ter disciplina para administrarmos tudo na vida.

-O orgulho não brota do prazer de se ter algo, mas de se ter mais que o próximo (C.S.Lewis)

-Procure primeiro compreender, depois ser compreendido.

-Antes de caminhar com os sapatos dos outros, deve-se primeiro tirar os seus.

-Podemos ganhar a discussão hoje mas ao longo do tempo será que lucramos por ter ganhado hoje?

-Escuta tua língua ou se tornará surdo.


O hábito da proatividade foi proposto por Victor Frankl, psiquiatra judeu, sobrevivente da Segunda Guerra. Ele defendia que a liberdade de opção humana é a única coisa que nunca pode ser retirada a menos que a própria pessoa permita que isso aconteça. Seus carrascos podiam controlar completamente a situação e o ambiente, podiam fazer o que quisessem com seu corpo mas ele era dotado de auto consciência e podia atuar como observador de seu próprio destino, sua identidade básica estava intacta e ele podia decidir dentro de si como tudo aquilo iria afetá-lo.


"ENTRE O ESTÍMULO E A RESPOSTA ENCONTRA-SE A LIBERDADE DE ESCOLHA DO SER HUMANO"


Adotar uma postura proativa é muito mais do que simplesmente ter iniciativa, significa acima de tudo reconhecer a própria responsabilidade sobre a própria vida, deixando de culpar terceiros, seja outra pessoa, Deus ou o destino por nossas falhas, omissões, incapacidades.


A palavra responsabilidade -> Respons- abilidade: significa a habilidade para escolher a sua resposta.


Ao falar em proatividade, a reação das pessoas é dizer que não podemos controlar as circunstâncias externas, somos levados pelo rumo da vida e não pela nossa vontade... esses são chamados os reativos... esperam que as coisas aconteçam e então reagem, não conseguem sequer vislumbrar a possibilidade de decidir sobre o próprio destino.

Um planejamento só pode ser levado adiante por uma pessoa proativa, uma pessoa reativa encontra tantos obstáculos no caminho que acaba desistindo antes mesmo de começar a colocar o plano em prática; estes obstáculos podem ser até de um dia chuvoso até uma briga conjugal.


As lentes que filtram a realidade para as pessoas reativas vêem obstáculos onde de as proativas vêem oportunidades.


As pessoas reativas perdem tempo e energia se defendendo e lutando contra coisas das quais não possuem a menor influência enquanto as proativas concentram-se em seus objetivos somente e não desperdiçam os seus recursos tentando mudar pessoas, manipular situações, criar uma realidade externa ilusória.


O problema não é o que acontece, mas como respondemos ao que acontece. O que importa não é o que somos, mas o que fazemos para mudar o que somos.


O que diferencia uma pessoa proativa de uma reativa é a ATITUDE em relação às circunstâncias, pessoas, oportunidades e desafios.


A pessoa proativa sabe que só pode contar consigo mesmo para vencer, o apoio de terceiros é uma conseqüência.


A pessoa reativa espera que terceiros a apóiem antes mesmo de tomar alguma atitude.


Portanto iniciativa não é a única característica das pessoas proativas, acaba sendo mais uma conseqüência do seu modo de ver as coisas e agir em resposta às situações do que a própria definição de proatividade.


Inventário diário:

- O que fiz hoje de bom?

- O que fiz de mau?

- O que fiz para prejudicar o outro?

- Como me sinto?

- Como me pareço?


Perguntas que me levem a ter consciência real de como agi hoje!


Marta Quirino